sábado, 16 de novembro de 2013

IGUAIS CARÊNCIAS

IGUAIS CARÊNCIAS.
Às tuas tão iguais são minhas carências,
Na distância que nos separa e nos intriga,
Com sentimentos de amarguras e horas tristes,
Que até o silêncio nos perturba e nos castiga!

Cada vez mais nem as lembranças nos consolam;
Sobre o criado, mudo sorri teu velho retrato,
das horas passadas em que juntos degustamos,
dos deliciosos frutos do amor, o seu extrato.

Quantas vezes nos sussurros de nossas juras,
Ao silêncio de confidências em quarto trancados,
Nos comprometemos, jamais nos separarmos,
Agora somos de sonhos, castelos desabados.

Tu distante, eu aqui... pálpebras intumescidas;
Rolando, insone, sobre lençóis meus perfumados,
Deslembrado, ao relento de noites mal dormidas,
Sem a doçura dos teus beijos, de lábios molhados.

Do livro poeira e flor vol II - egê valadares



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