terça-feira, 5 de novembro de 2013

FLOR DO VALE

FLOR DO VALE

Ah! Minha flor do vale, cheirosa e adormecida,
Não deixeis que despidas vossas pétalas caiam...
Tomai-as nos braços, deitai-as sobre o peito,
Durmam sobre elas orvalhos que não se esvaiam.

Não! Não as deixeis ao relento, nem aos espinhos!
Que feridas e magoadas, perderão seus perfumes...
Presas a vosso caule, onde à luz do sol repousam,
Como repousam em versos, cachos de meus ciúmes.

Entre o chão perdido e o chão que eu piso, nascestes
Tão formosa, prendendo-me em vossa beleza pura;
Floristes ao florir da primavera, inculta e solitária.

Meu olhar, em que deixastes vossos encantos, vos viram
Em festivo e inebriantes momentos de vossas danças,
A evolar vossas fragrâncias aos suspiros de ternura.

Do livro poeira e flor vol II


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