domingo, 10 de novembro de 2013

CARÊNCIAS DE UM TROGLODITA

CARÊNCIAS DE UM TROGLODITA

No mundo em eu que vivia... de carências,
de pessoas em quem não mais acreditava,
que diziam “amigas”, próximas por demais,
levaram-me a desistir dos sonhos que sonhava.

Hoje, nesta tosca caverna, eu me abrigo...
Trago comigo as lições de meu passado!
Sou troglodita grafitando nos granitos;
um eremita, em mágoas, ensimesmado.

Dos estalactites  o silêncio de minhas dores,
transformadas em lágrimas que ressumam,
de gota em gota vão saciando meus anseios,
estalagmites de sentimentos que se grumam.

Infindas noite de luzes impenetráveis,
vou grafitando no escuro meus poemas!
Como rupestres pinturas indecifráveis,
vou tatuando em cada frase meu dilema.

Luz não há! Só o fulgor de minha inspiração!
Não há porta e nem janelas, não há conforto...
Só o frio desta sórdida e eterna solidão,
na dança sobre lençóis de um semi-morto.

E tu, minha Musa
Convoco-te ao escuro de meu labirinto,
que me tragas nos olhos teu esplendor,
aclararás meu mundo sem sol, sem estrelas,
com a luz do teu olhar o meu mundo sem cor.

Do livro poeira e flor




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