sexta-feira, 8 de novembro de 2013

AO POETA



Pelas rugas do rosto com que mendigas,
Por um olhar que reflete tua alma pura,
Por tua voz orvalhada dos relentos,
Pelos teus trêmulos lábios de amargura.

Contudo, tu ainda amavas a poesia!...
Aos deuses invocaste o estro, imploraste
Inspiração, e à musa um motivo... Enfim,
Nos deleites as maravilhas que sonhaste.

Bastou-te uma ínfima dose de saudades,
Para que uma fagueira esperança viesse
A pousar em teus pensamentos de poeta... 
Sonhaste, escreveste levitando em tua prece.

Renasceste ao olhar que te estende a vida,
Agora vives na doce alma a dialética,
Desperta-te a alma do sono das palavras,
Nos poemas repousas, ao viço  da poética.


Do livro poeira e flor vol II

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