segunda-feira, 4 de novembro de 2013

A SÓS

  1. A SÓS
    O ‘ter” permanece no dia a dia de nossas lidas,
    O tempo passa, sem a essência do eu, do ‘ser’!...
    Perdemos a noção do que é realmente a vida,
    Calam-se as estações que não sabemos viver.

    Exaure-se o tempo, inócuo, implacável, insciente...
    Fleumático aos desenganos que nos comprimem...
    Somos como o tempo; indiferente, vezes surdos,
    Vezes mudos, circunstâncias que nos oprimem....

    Seguimos, vezes perdidos na escalada do “ter”,
    Quando o indecifrável “ser” que está dentro de nós
    É esquecido, e somente lembrado na velhice,
    Sem histórias, sem ouvintes, sem o “a sós”...

    Do livro poeira e flor vol II

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