quarta-feira, 9 de outubro de 2013

SOU O TEMPO

SOU O TEMPO

Sou o tempo das esperas e demoras
Divisível nos ponteiros de tuas horas...
O sujeito sem idade!

Sou o tempo do semeio e da colheita,
Dos pendões, das espigas e receitas
Do velho bolo de fubá.

Sou o tempo na graça de teus começos,
Dos desapegos, odisséias e tropeços,
Do perder e do ganhar!

Sou o tempo benfeitor e dos maltratos
Da idade que descolore teus retratos
Afeando tua feição.

 Sou o tempo dos anseios e esperança
Do sorriso na boca de uma criança,

Sou o tempo de todas as eras,
Da prolixidade de tuas esperas

Sou o tempo das molduras nas feições
O adolescer de tuas ilusões.


Do livro poeira e flor vol II

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