quarta-feira, 18 de setembro de 2013

RIO DE SENTIMENTOS

RIO DE SENTIMENTOS

As amarras de meu barco vou soltando,

Singrar as águas do teu Rio de prantos..

Levar a luz à alvorada de teus olhos...

O marulhar,  às ondas de teus encantos.

 

Mansas velas enfunadas de esperanças,

Na mansuetude dessas águas viageiras..

Meu peito é vela enfunada de saudades.

Na memória as despedidas derradeiras.

 

Rojões não quero ao atracar no porto,

Somente tu, aos acenos, a me esperar...

Envolver-te nas asas de meus anseios,

Prender-te na redoma de meu olhar,

 

Serei tua a continuação das ansiedades,

Teu o véu que te encobre o olhar macio,

As vestes que derramam sobre o corpo,

Calmo estuário e remansos de teu Rio.


Do livro poeira e flor vol II


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