domingo, 8 de setembro de 2013

SEGUINDO O TEMPO

SEGUINDO O TEMPO

DEBRUÇADAS SOBRE SENDAS DE MEUS PASSOS,
GUEDELHAS DE LEMBRANÇAS AMARELECIDAS...
SUSTÊM MEUS ANTIGOS MEDOS E DESENGANOS
ENTRELAÇADOS AS MINHAS HORAS ENTONTECIDAS.

SIGO... E O MEU TEMPO SE DESDOBRA EM CURVAS
QUE SE PERDEM NA NÉVOA, AO SOM DA PEDRA!
SOU ESTRADA, SOU DESCOMPASSO DE PARTIDAS
VELHAS ABAS FECUNDAS,  A LUZ DO SOL QUE MEDRA.

 
VENCI MEU MEDO, O QUE MAIS ME PODEREI VENCER?
SIGO A LUA MACIA COM MEUS PASSOS DE MENINO
VOU REINVENTANDO A PACIÊNCIA DA SERPENTE,
ESQUADRINHANDO AS PEGADAS DE UM FELINO

Do livro poeira e flor vol II


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