sexta-feira, 30 de agosto de 2013

SOLIDÃO

solidão

Minha solidão em noites alvorecidas...
Não vejo a lua nem a estrela matutina;
Estou só, muito só, e o sol não amanhece...
Um sono leve, esquiva imagem de ti, menina!

A brisa fraca viageira das montanhas,
Sopra o silencio perfumado na janela,
Abro depressa  as cortinas esvoaçadas,
Sorvo em deleites o teu cheiro de donzela.

Este olhar em que me trazes tantas doçuras.
Este corpo em que escondes um fogo brando,
Atiçando-me  no corpo tuas doces chamas,
Macias marcas em meu corpo tatuando.

Entre abraços de ternura eu amanheço...
Apenas resta o teu perfume impregnado
Na carência desta  minh’alma solitária,
Neste ser de ausências machucado!

Do livro poeira e flor vol II


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