domingo, 11 de agosto de 2013

AO PRATEAR DOS MEUS CABELOS

AO PRATEAR DE MEUS CABELOS

PALAVRAS QUE NÃO ESCONDEM A TIMIDEZ,
UM SORRISO QUE NÃO REVELA ANSIEDADE,
UM OLHAR QUE NÃO ALCANÇA FRONTEIRAS,
MEU ROSTO QUE NÃO MENTE MINHA IDADE.

JANEIROS QUE DEIXAM CLAROS RASTROS
NO PRATEAR DOS CABELOS ENVELHECIDOS,
A BRANCA BARBA DA FACE DERRAMADA
CONTA OS ANOS DE JORNADA PERCORRIDOS

SOMBRAS MACIAS DESCANSAM SOBRE AREIAS,
ORLAM MEU RIO DE SONHOS ESMAECIDOS...
ESTENDIDAS, PREGUIÇOSAS SOBRE RASTROS
DO TEMPO,  INUNDANDO MEUS SENTIDOS.

MUITAS VEZES DE PAÚRA MINH’ALMA CHORA
REVELA AOS OLHOS, SEM RECEIOS, MEUS TEMORES
DE BENGALA ENGENDRAR DISTANTES BUSCAS,
OU ENVELHECER-ME À CUSTÓDIA DE FAVORES.


Do livro poeira e flor vol II

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