domingo, 25 de agosto de 2013

A ESTREANTE...ruas fumarentas, de vícios e bordéis...

A ESTREANTE.

Ruas fumarentas, de vícios e bordéis,

Alma esmaltada, de cobiça crua...

Vai-se assim vaidosa e enfeitada,

Degustando cada noite nua...

 

Fantasias agitando em seus sentidos...

Ficar com quem sempre se vai embora?

Olha-se no espelho atentamente

Com olhar que reflete falsa aurora.


Enquanto em estrela se transforma,

Há um anjo a esperá-la em cada esquina...

Sobre seixos de perdidas realidades     

Rosto estreante, maquiado... de menina.


 

À noite se vende nas ruas e bordéis

Aos senhores que pagam por  lazeres,

Impreciso tempo, correndo rumo ao nada,

Plantando sonhos nas leiras de prazeres.



Do livro poeira e flor vol II

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