terça-feira, 4 de junho de 2013

A ROSA E O SOLDADO

A ROSA E O SOLDADO

Despedindo-se para guerra ele chorava,
Condoída, sua noiva, a ele se abraçou...
Pôs-lhe no bolso da farda uma branca rosa,
Jurando-lhe sua lealdade e eterno amor!

Uma doce canção de amor ela compusera,
E junto a rosa em seu bolso ela guardou...
Uma canção que falava de muitas partidas...
De uma rosa que da guerra também voltou.

Ao bruto fogo de batalha fumarenta,
Sangrenta luta entre povos por muralhas...
Canhões atroam  ceifando bravos  soldados,
Ao chão se estendem sobre cinzas de mortalhas.                                   

Feridos, em gemidos, tantos corpos já tombados
Sobre  tantos, ainda se ouve forte explosão...
Ou choram sim, sobre verdes mocidades,
Perdidos sonhos, sangrando sobre o chão.

Tantas vidas findadas em mortes lentas,
Ferocidade sanguinária, golpes letais...
A dor, o lanho da espada fria e brutal,
Ranger de dentes, rilham em dores de punhais.

Fumegam corpos decepados, divididos,
Tiro no peito, os membros esfacelados,
Uma careta em cada rosto já desfeito,
Jovens soldados,sucumbidos, destroçados.

Dentre dores e gemidos, alguns suspiros...
Suave e doce o despertar de uma canção,
Jovem guerreiro tinha um punhal no peito,
Uma rosa branca segurava em sua mão.

Do livro poeira e flor vol II






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