quinta-feira, 30 de maio de 2013

SOLUÇOS DE UM POEMA

Já não trazes nos lábios um doce riso,
Aquele  sorriso  com vestes de inspiração
Não vejo em teus olhos o mesmo  brilho,
Nem mais ouço vibrar teu coração.

De tua voz tão meiga, e melifluamente,
Com palavras balbuciadas de ternuras,
Derramavam centelhas de emoções...
Canções que me inundavam de doçuras.

Quando bailávamos em sonhos levitados,
Prazeres degustados, em cada noite nua,
Em delícias, nossos corpos se achegavam...
A minha dança se ajustando a dança tua.

Despertaste da inércia meus sentimentos...
Eis-me mar... eis-me procela e maresia!
Vi-te nos olhos revérberos de falsa aurora...
Um frio não sobre a certeza que se cria.

V ejo a crer que essa frieza é a dor maior,
Que do ontem te esqueceste friamente...
Há um cansaço neste meu olhar sofrido
De quem implora por teu amor tão loucamente.

Restam-me apenas moinhas de fragrâncias,
Do amor poalhas...sobejos de demora...
Farrapos de mortalha cobrem sonhos meus...
É por amor, que este meu poema chora!...

Do livro poeira e flor vol II



Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: Se você não é nosso(a) seguidor(a) e deseja deixar uma mensagem, escolha abaixo "Comentar como ANONIMO" e clique em PUBLICAR.

Escreva seu comentário abaixo: