sexta-feira, 24 de maio de 2013

PESADELO NO EVEREST


PESADELO NO EVEREST

 Eu de asas amordaçadas, ensimesmado,
Inerte sobre píncaros de azuis cristais.
Contemplo o tempo singrando mares...
No galope de marés e sabores de seus sais.

Em meus medos aglomerados  de Everest,
De furtivas sombras... aragens perdidas...
Avalanches de neves, cansadas do branco
Que lhe afeia a veste de noiva arrependida.

O gelo que açoita... cortantes tempestades ,
Tudo me toca na exaustão que me possui...
Congelam-me as mãos, minh’alma treme,
Agasalho-me em paúras ...medo que derrui.

Calam-se os gritos nos uivos que atropelam,
Tropéis de ancestrais...sôfregas “desfiguras”
Em cordas penduradas nos dedos do vento,
Rostos de angústias...grampos de ataduras.

Do livro poeira e flor vol II


Um comentário:

  1. Parabéns amigo, grande abraço e sucesso sempre!

    Ass Marcelo bento

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