quarta-feira, 1 de maio de 2013

NÃO DESISTIR...


NÃO DESISTIR...

Quando no amanho de leiras fecundas,
Tuas mãos não sentirem suspiros do cio,
Teus olhos não virem flores em pendões,
Nem o tressuar no parto... do chão macio...

Quando a brisa desmanchar  tuas tranças,
Desfeitas em guedelhas de janeiros grisalhos
Nessora  em tu’alma se farão crepúsculos
Sentirás nos lábios beijos dos orvalhos.

Dentre tantas uma nova flor desperta,
Em tuas mãos germinando com ternura...
Recompensa por longos tempos de cultivo
Restar-te-ão outros  tempos de fartura.

Redefinar-te-ás sem perder a essência,
Rejuvenescer-te-ás para novos desafios,
Sentirás da terra o gemer do ventre,
Pendões de flores e o suspirar dos cios.

Do livro poeira e flor vol II

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