quinta-feira, 16 de maio de 2013

ESPERAR PRA QUE?!


ESPERAR PRA QUE?

Nas recônditas curvas de meus sentidos
Escondem-se ainda  as tuas pegadas,
Ditas promessas de lábios frementes...
Minha vida perdida a espera de nada.

O tempo passou em minutos contados,
Inútil espera... esquivas, fugas e dor!
Bêbadas incertezas, solidão e revolta,
Mais um desencanto no jogo do amor.

Nesses reveses que eu mesmo criei,
Num amar sem cura que a ti me rendo,
Enquanto vivias de mim zombando,
Eu por ti, cego de amor, vivia morrendo.

Dei-te do meu amor continuas provas...
No intimo disfarçando minhas loucuras!
Tiveste, curvo a teus pés, este velho poeta
A implorar sem tréguas por tuas ternuras.

Deixou-nos o destino o tempo passar
E vejo em teu rosto o orgulho que murchou,
Restaram-lhe as rugas, marcas do tempo,
Só teu  vago perfume para mim restou.

 Solitário eu vivo degustando as agruras
Tentando descobrir uma nova estrada...
As vezes, sozinho, a lembrar-me de tudo,
As vezes, em silencio, chorando por nada.

Do livro Poeira e Flor, vol II

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