quinta-feira, 30 de maio de 2013

CADUCIDADE E REBELDIA

CADUCIDADE E REBELDIA

Quando eu me inundar de inocência,
Galgar as dunas de grumos  caducantes
Haverei de ter nas mãos encarquilhadas,
Sonhos perdidos em idade tão distante.

Sinto as preces prenderem mãos vazias,
Às alturas lastimando as minhas perdas...
Cansadas buscas por veredas de ilusões,
Destino que galopa por sobre horas lerdas.

No reflexo do meu velho espelho encontro
Feição antiga de sorrisos não lembrados...
O candeeiro que por tanto tempo se calou,
Em chamas frias de  lenhos quase apagados.

Nessa lareira velha, já não crepita o lenho...
Mortas cinzas, carvões envolvem derruídos,
Às minhas tão iguais são outras idades
Perdidas no silêncio de tempos esmaecidos.

Desenfreado em minhas loucas aventuras,
Tantas venturas gravadas em minha memória...
Carente, solitário, hoje anseio por  revelá-las,
Ninguém mais tenho para ouvir a minha história.

Do livro poeira e flor vol II


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