sábado, 20 de abril de 2013

GONDOLEIRO DA SAUDADE


GONDOLEIRO DA SAUDADE.

Sons de cascatas que lhe banham  saudades,  
Canção de longe nas danças dos poalhos...
Resvalam remos em correntezas argênteas,
Cantilenas ribeirinhas, núcegos cascalhos.


Singrando águas em  lépidas remadas,
Sobre a canoa que deslizando serena...
O rio Pardinho marulha em alvoradas,
Barqueiro navega na  canoa  pequena.


Sobranceiam as águas frondes viçosas...
Fluvial avenida de recurvos barrancos,
Curveja a canoa levando boas novas
Para os viventes  em solavancos.

É o gondoleiro trazendo e levando
Missivas amorosas de gente distante,
Esse cavalheiro tressuando esforços,
No prélio da vida de um navegante.

do livro poeira e flor vol II

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