sábado, 9 de março de 2013

O ANDARILHO


O ANDARILHO.
Pouca estrada para tantas partidas... caminhos de solidão e culpa, uma sensação de vazio que as vezes dispensa companhia,na preferência pelo sôfrego caminhar.  Curvas de ansiedades e reticências, sem porquês...pedaços de fragilidade; contingências da vida. Trina no vazio canções quase esquecidas e sorri quando nenhuma lágrima lhe resta para chorar. Parte daqueles que se escondem na lacuna do tempo...sem identidade; opção, ação, liberdade...místico. Lépido caminheiro, migratório. Misantropo; sem se importar que de outros os sonhos morram. 
Funde-se ao seu mundo de fugas e busca de si mesmo... irrequieto e solitário, às vezes poético. Sem chegadas e sem esperas...ao conforto do relento...faminto, sedento.
Traz o nada por testamento, jurando ser feliz , tem a seus pés o chão incendido, sem saber o quanto de si para trás deixar. 

Por muito menos que o pouco que muitos ignoram, deixa pra trás muito mais que o muito que tantos anseiam.
Dias vazios de rumos percorridos na vã procura do seu tão distante "eu"!

do livro Poeira e Flor vol II

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