quarta-feira, 20 de março de 2013

MONJOLOS, MEU VALE ENCANTADO.


Teu Luar de prata, o cheiro da mata....................

Jorram em cascatas por teus pedregais

Doces águas pardinhas de teu rio ligeiro,

Beijando as praias de teus claros areais.

 

Adiante, por entre colinas e escarpas,

Curveja em busca de mares distantes,

Levando o cheiro dos teus doces luares

Matando saudades de seus navegantes.

 

Tuass águas viageiras onde espelha o céu

de matiz anilada, sublinhada de encanto,

estrelas que a noite despencam nos montes,

bordando de ouro os beirais de teu manto.

 

São tuas as colinas na elipse altaneira,

 Aconchando a beleza de tuas herdades...

Largas pastagens, gordo gado de corte,

 Moldurando riquezas e fecundidades.

 

Heroísmo estampado no rosto dos bravos

Homens do campo, de enxada e facão,

Esquadrinham sonhos nas leiras douradas,

Grãos fecundados e riquezas do chão.

 

 

Filhos distantes, de saudades retornando

É janeiros em festança, dia de São Sebastião...

Danças, corridas de argolinhas e vaquejada;

Há comilanças, muita bebida e o leilão.

 

Distante do olhar de tuas estrelas eu vivo,

De saudades perdido noutras constelações...

Cantando-te nos versos singelos deste poema

Ruminando os anseios de minhas ilusões.


do livro Poeira e Flor vol II

 

 

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