terça-feira, 19 de março de 2013

CORDEL DE AMOR


CORDEL DE AMOR
Distantes horas vividas
Que em vão tento esquecer,
Ainda moço e bonito,
Tentando a vida entender,
Conheci uma linda jovem
Fazendo-me o coração tremer.
Morando ela distante
De onde me vi crescer,
Despediu-se jurando , um dia
Voltar pra me ver.
No adeus de despedida
Aos olhos do entardecer,
A figueira por testemunho,
Dos meus olhos viu nascer
Dois rios de sentimento
E sobre a terra escorrer

No rude tronco da mesma,
Quis eu uma lembrança deixar,
Naturalmente dois corações
Com o canivete entalhar.
Achando que aquele sonho
Iria jamais acabar...
Nascera num lindo  instante
De um lampejo de olhar.


Mas por aqui quando chegamos,

Todos os caminhos Ele nos dá,
Escolhemos nós o destino,
Cada qual o seu lugar.
Ela partiu chorando,
Para nunca mais regressar,
Um outro jovem conheceu,
Para com ele se casar.
A figueira envelheceu...
Junto a ela também eu,
Cansado de tanto esperar!

do livro poeira e Flor vol II


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