sábado, 23 de março de 2013

À DERIVA...


À DERIVA

Meu Pai, sou um pequeno navegante ao leme de um barco a deriva, tentando ancorar em lugar seguro. Há muito eu levo comigo a minha família e alguns pertences... e as águas não são calmas, meu Pai. Faltam-me  forças e o medo se aproxima de todos por aqui. O duelo com as procelas é constante, e o vento não sopra a favor, desnorteando o nosso caminho. Águas bravias avançam sobre nós com grande força, deixando-nos à deriva pelo mar a dentro.
O que ainda nos vale é a nossa fé, meu Pai, é isso  o que nos resta  nessa vastidão de águas revoltas. Quantas e quantas vezes, perdidos na escuridão, imploramos pela tua presença; para que sentasses junto a nós nos momentos das tormentas, quantas! Chegamos à infeliz conclusão de que havias nos abandonado! Por que, meu Pai?! Por onde andavas que não nos ouviste?! 
   Vem meu Pai, senta-te aqui ao nosso lado! Quero te dedicar um momento de confidências, ver o Teu rosto, tocar-Te, sentir-me também teu filho. Este , meu Pai, é o meu momento de angustia e solidão e preciso do Teu abraço. Vem meu Pai!

Momentos de reflexão

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