domingo, 10 de fevereiro de 2013

SUSPIROS MEUS...





Suspiros meus que em brisas se transformam,
Tomando formas de indomáveis tempestades,
Que de paixão também suspiram como eu,
Mesmo distante, alguém me  mate tais saudades.  

Traçando  rumos com os grumos da esperança,
Bordando fugas em reentrâncias escarpadas,
Vou na garupa dos vendavais ensandecidos,
Buscar o alívio pra essas  dores mal curadas.

Moldando rostos  nas saias dos arrebóis,
Pincéis colorem as tardes empardecidas,
Etéreas cores, revérbero das procelas...
O mar agita em ilusões ensandecidas.

Resvalando por elipse  de montanhas,
Galgando os topos de cumes entristecidos,
Divagando,  enfurecido  o vento serpenteia
Nas danças lépidas de vórtices enfurecidos.

Esparsas nuvens, caminheiras se afastam
Das floras sucumbidas, às rotações fiéis do vento!
Retorcidos lenhos,  desfolhos de meus sonhos
Erigem-se imagens embaralhadas...em lamento.

Escravo do tempo, um efêmero sonhador
Em busca de um amor ... eu vivi sonhando!
Se por ele, aos suspiros, murmurei saudades,
Também de saudades, que esteja ele chorando.


do livro poeira e flor vol II

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