sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

FOLHAS DE HERAS....



FOLHAS DE HERA


Pernoites em rastros de regresso,
 Pervagam espectros nos vãos das vielas;
Ladeiras incertas de ruas sinuosas,
Canta o seresteiro ébrio...rosas nas janelas.
Trôpego, rompe a névoa  acanhada.
 Abraça-se a um quê de muito triste,
.
Lâmpadas tristes, embriez  de incertezas...
Exclusas da noite se apagam...ressurgem ao findar do dia.
Em redes de luar pelas varandas adormecidas.
Aldeia de minhas ansiedades e inquietudes,
Nas noites que antecedem melancolias.
Teus muros de poemas grafados,
Acenos dos que partiram em manhãs nubladas,
Séculos fundidos em teus rochedos adormecidos,
Nas léguas que apodrecem minhas estradas.
A voz das horas no mutismo de teu tempo,
Tuas calçadas respirando madrugadas,
Desfolho de pétalas debruçadas nas  veredas,
A vã procura por tuas águas de cristais,
 Em  perdidas caminhadas por teus areais.
Por certo renascerei em cada brisa,
Sobre o muro das heras ancestrais.

do livro Poeira e flor vol II




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