sábado, 9 de fevereiro de 2013

A SERPENTE E O VAGA LUME...


Vadiando pela noite umedecida,
Formoso ao piscar seu doce lume,
No afã de encontrar uma parceira,
Obliquava, sem rumo, o vaga lume.

Camuflada na folhagem a serpente,
Seu doce brilho, furtiva contemplava...
Na edacidade de o edulo devorar,
Lépida e furtiva sobre ele avançava.

Fugaz, uma caça em disparada,
Da  serpente ele então fugia atento,
Porém exausto, à faminta perguntou:
Faço  parte de tua cadeia de alimento?

Na ironia que lhe é peculiar
A serpente, de pronto , sem rodeio:
Não é pela fome que te desejo
Mas, por conta desse” brilho” que odeio.

 do livro poeira e flor vol II


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