sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

SAUDADES DE.CONSELHEIRO MATTA


CONSELHEIRO MATTA

NOS DESVÃOS DAS MANSARDAS TRISTES...
O VENTO CORTANTE QUE MURMURA E CHORA
LAMENTANDO A DOR DO SILENCIO FRIO, OU
PELAS JOVENS DEIDADES QUE SE FORAM EMBORA.               

NOS BEIRAIS DA TORRE DA CAPELA BRANCA...
POALHAS RESTAM DE CANÇÕES SOMBRIAS!
NÃO MAIS SE OUVE O BIMBALHAR DO SINO,
NEM MAIS OS CÂNTICOS  DAS AVE- MARIAS.

AO SILENTE DILÚCULO DAS ATUAIS MANHÃS,
SONOROS GORJEIOS LACRIMAM AS DORES,
SÃO TRISTES PÁSSAROS CHORANDO PERDAS
DAS ERAS DISTANTES DOS TEUS DOCES ALVORES.

ESTENDE-SE O VERDE AINDA QUE SEM A GRAÇA
DOS IDOS TEMPOS DE MOMENTOS VIVIDOS...
SOBRE TAPETES DE GRAMAS ORVALHADAS, OU
SOB AS FOLHAS DOS PALMARES TEUS UMEDECIDOS.

NO DESTELO DO LUAR QUE AINDA CLAREIA
AS GUEDELHAS DOIRADAS DE TEUS CAPINZAIS,
VADIAM AS SOMBRAS DE NUVENS ESPARSAS
NAS BRANCAS REENTRÂNCIAS DOS TEUS AREAIS.

LÉPIDOS GAROTOS EM PRIMÓRDIOS INSTANTES,
VIVIAM A BRINCAR SOBRE GRAMAS ESPRAIADAS!
DA ALEGRIA A SEIVA NAS PISCINAS BUSCAVAM ...
MERGULHOS PROFUNDOS NAS ÁGUAS ESPELHADAS.

CENTELHAS DE ESPERANÇA MERGULHAVAM NOS OLHOS
DE INFANTIS CRIATURAS...DE SONHOS COLORIDOS!
AOS SORRISOS DAS AURORAS GRACIOSAS E PURAS,
ÀS INTRÉPIDAS VONTADES, TALENTOS ADORMECIDOS.

PERFUMES EXALAM DO VERDOR TEUS CAMPOS,
AOS HALOS ESTELARES MURMURAM AS CASCATAS,
EM TRIBUTO AOS AUSENTES MESTRES DOTADOS  
DE FÉ, DE VIRTUDE E DE SAPIÊNCIA INATAS.

NÃO RARO NA ALMA TRAGO MEUS DESENGANOS,
DUM AMAR SEM CURA QUE POR AQUI FLORIU...
NA DESPEDIDA, PARTI CHORANDO RUMO AO NORTE,
NO PEQUENO TREM, ELA FELIZ  PARA O SUL PARTIU.

SOBRE AS ÁGUAS DO RIACHO CAUDALOSO
GOTÍCULAS DO TEMPO DE MEUS OLHOS CAEM
RESSUMANDO A DOR QUE NO PEITO TRAGO,
NOS VÓRTICES DAS PAIXÕES QUE ME ATRAEM.


do livro poeira e flor vol II


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