segunda-feira, 14 de janeiro de 2013


DE VOLTA A CONSELHEIRO MATTA....

TÃO GRACIOSA  COMO NUNCA TE VIU ALGUÉM
AOS DOBRES DE BOAS NOVAS DOS TEUS VELHOS SINOS!
EMBALAVAS EM TEUS BRAÇOS OS NOSSOS SONHOS,
DE LUZ PINTAVAS NOSSOS OLHOS DE MENINOS.

GUARDAMOS NA TULHA DE NOSSOS SENTIMENTOS
OS SABORES E DOÇURAS DE TUAS PRIMAVERAS...
D OS TEUS CIPRESTES O AROMA NÃO ENCONTRAMOS...
E SOBRE OS MUROS RUÍDOS NEM AS FOLHAS DE HERAS.

O BURBURINHO GOSTOSO DE TANTOS GAROTOS
PELAS ALAMEDAS ESTENDIDAS NÃO SE OUVE MAIS!
SOBRE TEMPOS ANTIGOS ...EM  SAUDOSA ERA,
O AMARELIDO DAS CORES DOS TEUS CAPINZAIS.

SUSPIROS LASTIMOSOS DE MELÍFLUAS SAUDADES!...                         
NÃO HÁ OS POETAS NOS JARDINS DE TUAS ESPERAS,
NEM AS CANÇÕES DE TUAS GRACIOSAS VERTENTES,
NEM O PERFUME DAS FLORES QUE  DETIVERAS.

BARULHENTAS, AGORA SILENTES CASCATAS CHORAM
A AUSÊNCIA DE TANTOS QUE SE ALI BANHARAM...
NAS LUCERNAS AS GUIRLANDAS SEMBRAM  MOMENTOS;
RESSUMANDO DOS OLHOS SAUDADES QUE RESTARAM!...

QUEDAM DOS CAMPOS LOIRAS AS GUEDELHAS
QUE  ERIÇADAS BAILAM AO VENTO SOPRANTE,
QUE TALVEZ DE CARÊNCIA NAS CUMIEIRAS E BEIRAIS,
RESVALA EM LAMENTOS  SUA AGRURA CORTANTE.

NA EXISTÊNCIA PASSAGEIRA DE OUTONOS DISTANTES,
 SOPRAM OS VENTOS EM CONVULSÕES SOMBRIAS...
EM CLARAS NOITES DE SONHOS INTERROMPIDOS,
NO CAIR DO ORVALHO AO ENTARDECER DOS DIAS.

ESTA SAUDADE QUE NUNCA SEI QUANDO ME VEM,
DO QUANTO TEUS OUTONOS VIVEMOS SEM MEDO;
NO CULTIVO DA FÉ, NOS CONSELHOS DOS MESTRES,
NO VERDOR DAS SEARAS DE TEU VASTO ALVOREDO.

NÃO MAIS VEJO A GRAÇA DE TUAS VERDES ALAMEDAS,
NEM DO CAMPO A BELEZA DE TUAS AQUARELAS, 
NEM OUÇO OS BIMBALHOS DO SINO AOS DOMINGOS,
CHAMANDO PARA A MISSA TUAS DOCES DONZELAS

PELAS VEREDAS, PELAS ENCOSTAS E TEUS AREAIS,
FOMOS TEUS OS MENINOS QUE ANOS BRINCARAM
EM BUSCA DOS TEUS VALORES QUE ERAM TANTOS...
E APENAS NOSSAS PEGADAS PARA TI RESTARAM.

DEIXAMOS-TE VASIAS TUAS RUAS E AS VEREDAS,
TEUS JANEIROS GRISALHOS SEM LUZES E SEM COR...
TROUXEMOS  LEMBRANÇAS DE NOSSAS MOCIDADES
 EM QUE FELIZES VIVEMOS OS INSTANTES DE AMOR.

GUARDAMOS NA TULHA DE NOSSOS SENTIMENTOS
OS SABORES E DOÇURAS DE TUAS PRIMAVERAS...
D OS TEUS CIPRESTES O AROMA NÃO ENCONTRAMOS...
E SOBRE OS MUROS RUÍDOS NEM AS FOLHAS DE HERAS.

NÃO VEJO A MARIA DOS APITOS E FUMAÇAS
CADÊ NOSSA ESTAÇÃO PEQUENINA DO TREM?!
 POR CERTO NAS NOSSAS DESPEDIDAS DERRADEIRAS,
DE TANTA SAUDADE TENHA PARTIDO TAMBÉM.

do livro poeira e flor vol II


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