terça-feira, 4 de dezembro de 2012

MEU CÁRCERE...a ínfima claridade no final do túnel...


MEU CÁRCERE
A ínfima claridade no final do túnel,
Tropéis dos guardas pelo corredor,
Quando o silencio impede as horas,
E enquanto o grito expande o terror.
Junto a vida sepultamos os sonhos,
Benéfica é a morte para nossa dor.

Cortante silêncio, mordaças da lei...
Atadas a sonhos em grades de aço,
Almas vestidas de vãs esperanças,
Belisários ao pesadelo do cadafalso.
Corpos nascidos do parto da dor,
Essa dor que faz da alma pedaços.

Frias sentenças mutilam as mentes
Cegas balanças de olhos vendados
De negras togas, martelo em riste,
Senhores de preto, homens letrados,
Devoram com o frio de seu apetite
A vida de um ser já sentenciado.

Por certo um dia chegará sua vez
Diante de um júri julgados serão
Talvez não haverá tal cega balança,
Nem tapetes macios estendidos no chão
Um ser iluminado  saberá de seus feitos
Julgará  quem julgou de martelo na mão.


do livro Poeira e Flor vol II

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