quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

EFÊMEROS SONHOS...dos olhos, um negro retinto aflora


EFÊMEROS SONHOS
Dos olhos, um negro retinto aflora,
Jovem graciosa, no perfil a dança...
Sorri alegre num penetrante flerte,
 Aos delírios, meu coração balança.

Bei ja-me com os olhos... doce olhar!
Atrai-me numa dança constante
Ao melífluo som da harpa dourada,
Enlaça-me em sussurro apaixonante.

Em efêmeros suspiros, seu corpo lateja,
Os lábios procura nos meus achegar...
No brilho dos olhos um puro desejo
De um beijo em minha boca buscar.

Desbruga minh’alma, desperta-me
A dança; apetecível, vibrante, fremente.  
Revérberos da luz de seus olhos nos meus,
Aperta contra o meu seu corpo carente.

A dois levitamos no espaço dos sonhos,
O silencio traduz recíprocos desejos...
Como plumas entre nuvens flutuando,
Alados, felizes, sem pressa ,sem pejos.

A noite termina, calando-se a harpa...
Esgueirou-se ela tão insolente e muda,
Em mim deixando  esgalgada alma,
De efêmeros sonhos tão desnuda.

do livro Poeira e Flor vol II

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