sexta-feira, 2 de novembro de 2012

PLEBE...ao frio do relento a solidão aperta...

Ao frio do relento a solidão aperta
Em incontidos soluços se entrega à sorte!
Soberba a rainha a definhar em pranto,
Enquanto seus súditos a condenam à morte.

Não foi a plebe que a conduziu ao trono?
E agora quer a cabeça ao chão?!
A mãe rainha ainda jovem e bela
quis governar com mãos de ferro, opressão.

Quando ao trono subiu a jovem
pela plebe levada nos braços,
Sem fé e pudor essa plebe agora
Aos gritos a conduz ao cadafalso

Que gente é essa que descamisada,
Quer fazer justiça com as próprias mãos?!
Pedindo circo e exigindo sangue,
Querendo a morte e exigindo pão?!...

poesia escrita em em 1989.

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