sábado, 10 de novembro de 2012

NÃO FOI UM SONHO...


    Meu altar, meu oratório! Curvo-me. Invade-me um sentimento profundo de verdades que trazem arrependimentos e dores. Não questiono o meu Deus...degusto esse sabor incrível de submissão . Momentos de confidências e amor. Entrego-me em suas mãos e rogo, com veemência, por perdão. Ínfimas são as minhas preces para tantos pecados. Sinto que estou pedindo muito e tenho medo...medo de aborrecê-Lo e me calo. Que a força do medo que tenho não me leve a Loucura que eu não mereço.  No meu silêncio mil lembranças me vem à cabeça. Minhas vaidades desnecessárias, minhas buscas pelo ter, meu orgulho, pecados mortais...muitos. Envergonho-me, mergulhado em meus próprios remorso. Meu corpo, de repente, se contorce com uma forte dor no peito...um apagão.  Uma forte luz branca me circunda,  tentando me acordar e não consigo, mas entendo o seu propósito; aponta-me   um caminho por onde devo seguí-la e sigo-a. Chegamos a um grande espaço onde há um arco de luzes flutuantes e ela rapidamente deixa-me passar a sua frente. É um enorme espaço onde milhares de humanos assistem a algo numa enorme tela e há choros...de tristeza. Ponho-me, em silêncio, entre aqueles que se viram para me ver. Na grande tela estou eu e ali passa minha vida e meus momentos e meus atos e enquanto tudo acontece, pessoas ligadas a cada história se entreolham e riem de mim, com feições de desprezo e humilhação.  Os meus amigos que há muito não os via estão divinamente perfilados atrás de mim, o que imagino ser um corpo de jurados. Sinto-me um trapo e tento sair dali, mas estou preso por um ímã invisível.  Em cada detalhe de minha história ali projetada há uma verdade; cruel e dura. Uma dor insuportável... dor da vergonha e da humilhação. Sinto-me um réu dos mais brutais e cruéis e acho que não mereço perdão... Juizo Final...

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