domingo, 8 de julho de 2012

MORRER de AMOR...por ruas tristes de minha aldeia...


Por ruas tristes de minha aldeia,
Trôpego, vagava um bêbado rapaz...
Tateava  os passos, cantarolava dores...
Um amor perdido que ficou pra trás.

Conhecera o amor de uma beldade,
Que como ele, carente, também vadia...
 Nascera uma flor ao romper da aurora,
Murchando tristonha ao findar do dia.

Sem um adeus foi-se embora a amada,
Deixando-o triste... sórdida soledade,
Efêmero, amargo túnel de ilusões...
Embebido em cada travo de saudade.

No destelo amargo de suas ilusões,
Pra fugir das mágoas ele então bebia
Achafurdado em seu próprio regúrgito,
Enquanto lhe a boca o seu cão lambia.

Solidário, seu cão a cauda abanava,
As suas dores ele muito sentia!
A cada lágrima ele também chorava,
A cada lamento seu coração gemia.

De beber, entregou-se ele a morte,
A campa fria, sua última moradia,
Sobre ela o cãozinho então deitou-se...
Por ele, ébrio de amor, também morria.


escrita e registrada em junho de 2009

Um comentário:

  1. so toda bobagem fosse tao linda quanto essa, queria eu ser um bobo igual a voce. grade poesia a tua, cheia de alma e sentimentos.

    Roberto Camara

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