sexta-feira, 13 de julho de 2012

AUTO-RETRATO...o silencio sombrio, nuvens confusas


AUTO- RETRATO.

O silêncio sombrio, nuvens confusas... um ar arquejado quase inerte que mal solfeja suas dores e minha louca vontade de cantar canções que nunca cantei, falar de coisas que nunca ousei falar, tingir de azul os meus sonhos rebuscados, escrever textos sobre aventuras...de odisséias nunca reveladas. Rabiscar retratos a moda antiga com “parecenças” de pudor, voar de asa delta sobrevoando estrelas.   Conversar mais com o sujeito do espelho e entender seus sentimentos; emoções vividas, seus dolos e seus pecados, pintar um auto- retrato em preto e branco e semblante indefinido. Escarafunchar o velho baú atrás de missivas e retratos amarelecidos.  Enveredar pelos campos a galopes de um menino, fazer amigos que não fiz quando criança. Reinventar  o tempo e reencontrar o meu primeiro amor e tascar-lhe o beijo que lhe deixei de dar.


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