terça-feira, 20 de março de 2012

RAVINAS- Tento de mim falar,,,


RAVINAS.
     Tento de mim falar, sem no entanto saber se realmente posso ou o que realmente quero. Apalpo-me...procuro-me e percebo que existo...um acaso, um incidente!  Toco-me e as vezes me queixo, feito de carne e osso...ínfimo, mortal.  
     Diferente, distante...ausente, burlesco...sem sonhos, sem inspirações!  Sem pressa...até para amar. Esperando que o tempo me acelere o passo...com erros, com descompassos. Falar eu tudo posso...até cantar eu tento...sobre o amor que me inquiro sem respostas... o silêncio em que me encontro, o eu nulificado, estuário do inerte opálico...inundado de ressentimentos . Ao retrovisor, a estrada se estreitando em curvas fechadas, redemoinhos, bifurcações, ...uma vida sem lauréis, nem prêmios, nem glórias; modesta até. Um seguir constante, solitário... anonimato, incógnitas.

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