sábado, 4 de fevereiro de 2012

A DOR E A MORTE- por que me buscas, ó peregrina morte..

Por que me buscas ó peregrina morte
Este primevo corpo em calente hora?
Por que sorris dos dessorrisos meus...
Impedes-me sentir o respirar da gloria?
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Teu riso irônico me impede a fala
Em hora triste desta alcova fria
Teu bafo fétido, agourento e crasso
Derrui meu corpo nessa disfrenia.
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Benvinda sejas ó cruenta morte,
Dilacera em mim esse maldito tédio
Arranca-me agora essa dor sem cura,
Doar-te a vida é o melhor remédio?!
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Da dissonância entre alivio e dor
Tens o restolho desta alma insana,
Maior que a dor é o próprio alívio,
O carrasco ao frio duma durindana.
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Depois do prélio entre alivio e dor
Sobre o corpo frio desce a mortalha...
Vem o alívio em tuas mãos, ó morte,
Minha dor sucumbes na final batalha.
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Sórdida, pérfida, salivando ranço,
Segues bufando teu crasso rancor...
Rebuscando alívios , e ceifando vidas,
Aonde chegas, vai-se embora a dor.
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[texto registrado em junho de 2011.]

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