sábado, 4 de fevereiro de 2012

DÓI-ME MUITO!- sigo, carente e aparvalhado...

Sigo, carente e aparvalhado, arrastando minha sombra e uma historia. Meus passos lentos desenham o cansaço nessa sombra que me segue preguiçosa e fria. Tudo é silencio e insossas são as melodias sobre rastros de incertezas. Rastros que se apagam na macia poeira de meus rumos, ao capricho dos ventos e remoinhos. Tudo está confuso em minha mente já doentia e meu olhar é triste. Minhas pernas não alcançam minhas vontades e o calor desseca meu corpo frágil e diminuto...então divago na vã esperança de chegar. Faísca de meus olhos um faminto olhar.Trago um sentimento que ao sabor da carência degenera... e nada se pode comparar a isso. Dói-me muito esse desapego. Um desígnio entre babugens e baganas, desvanece pudores e vaidades, amordaçando meu grito já insano.! Mas ainda amo...por acreditar em tudo que possa vir. Este ser promíscuo, bandalho vadio e debilitado, encapuchando 
dores. Tento seguir e levo preso ao corpo da estrada o pó , ao áspero sabor de não conseguir abrilhantar meu ego, pra não falar da alma. Não mais me importa a distância, e indolentes meus sonhos se desfazem...sinto dos olhos me fugir o brilho e da boca meus sorrisos...nem poemas e nem canções eu faço. Colho por hábito ódios semeados que minha mente fecundou. Fome farta...sonhos ceifados, mágoas plantadas, essa ira maldita que em mim não cabe!... Fracasso! Imploro pela morte que me abriga na mortalha de minha própria e longa história.

[registrado em junho de 2011]

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