terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

ASILO, CÁRCERE E VELHICE- há momentos em que...


ASILO, CÁRCERE DA VELHICE
 “Há momentos em que não se reconhece o próprio cárcere e a porta da imensidão se tranca intransponível e fria”. Ouvem-se gritos e parecem do além...almas que sofrem,  e seus deuses inquiridos nem se dão ao trabalho de sorrir! Talvez humanos em tonitruantes delírios; ensandecidos...depois um assombroso silêncio, uma agonia que a nós se afigura, cruel e grande, um elo que liga o antes  ao depois. Dantesco, sequer ouvimos vozes de consolo e nossos passos são de quem se arrasta pelos corredores escuros e fétidos ...uma lanterna mansa e furtiva surge aos olhos dos que não conseguem sonhar. É o nosso mundo, que insólito, o destino no-lo concedeu pelas mãos impunes do paradigma preconceituoso ... e outros mais se envelhecem e se apegam ao silêncio indigesto que seleciona aos derrancos, que nos castram princípios afagados por mãos alheias, indiferentes a nossas carências, desvaidades e sonhos esmaecidos... estúpida  decruagem  da mente... defervescência da ansiedade.
Do alto de nossas  idades decrépitas e grisalhas, contemplamos,  a desoras , o que muito suportamos...uma longa caminhada de desenganos e...de tudo fizemos e nada pudemos...e não por acaso, fizeram pouco de nós!  Reprimimos  este nosso sentir e nos agarramos ao aço frio da grade ferruginosa da repugnância, tentando compreender o que conquistamos .... apenas a noite vazia, poço de nossos íntimos e labirinto que a ninguém pertence, a espera daqueles que amamos.
Assombram-nos os  ruídos daqueles que gemem injustiçados sob dogmática imposição dos aburrinhados... lamentos  doridos...pesadelos...um travo amargo de ressentimentos contidos...silhuetas bruxuleantes vagueiam junto as mariposas sem luzes, rumo a outros cárceres mais duradouros; os de pudores achoados...e a vida continua, acantina, na mordaça dos acampanados, confundindo e bestializando mentes...gerando indiferenças.

escrito e registrado em fev. de 2011.

4 comentários:

  1. ...E o que levamos...
    ...Do tempo decrépito...o poder de contemplar!
    ...De descobrir que a quem desonre e não respeite o pratear dos fios, ou não terá tempo em terra para descobrir o dom de caminhar sem medo e com amor, pois dos infortúnios se fazem histórias...
    Ou levará vida aburrinhada, contida em rugas e pudores, num cárcere sim!
    ...Vivendo em desamor, sem origem...
    ...sem contos...
    No desejo de memórias que escravizam, definham!
    Destino de todos! Obra de Deus Também!
    À todos condena...
    Ação do tempo...vezes amigo, vezes inimigo...

    (A flor lilás...feliz por postar novamente!
    Abraço meu querido!
    Aprendo muito, muito, muito com você.
    Vivo mais e intensamente após seus ensinamentos. Sou sua fão! Você que é pra mim, meio bruxo, meio mestre.)

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    Respostas
    1. Sem Fé

      Beijo te com o lhar, como quem inveja desejos insanos...
      E convoco-te a me amar...num querer morno.
      Domino seu tempo, sem medo sem senso...
      Acaricio-te a alma, com lampejos de falsa Fé...
      E te vigio, sentinela em seus sonhos...
      Observo suas falhas e sem vaias invoco, meu Deus fraco...pra quem peço cuida...sem Fé...
      Faço pra ti, orações da boca pra fora...um zumbido sem graça, pra não ficar sem fazer nada...
      ...Palavras soltas e só...um eco bobo de falsa fé
      Diante da sua ingratidão, te ofereço meu tesouro...e em silêncio permaneço...sem Fé!
      Sigo sem graça, sem jeito, sem origens...
      Não te rogo nem pragas, nem verbos...
      Designios de um sentimento, que nem sei o que é...
      Pra te contar que não há silêncio sem Fé.

      (Flor lilás, aproveitando seu espaço pra também publicar)

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    2. flor lilás, bem vinda com carinho...quero mais...aprendo mais- adorei. use, se quiser, quantas vezes precisar expor sua sapiência irretocável.beijo no coração poético.

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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