domingo, 18 de dezembro de 2011

MOMENTOS- vai-se distante pálida lua que a paixão sustenta,

Vai-se distante pálida  lua que a paixão sustenta, a alma do poeta alenta. Vai-se medrosa e triste, despede-se chorosa e lenta. Calam-se os seresteiros e violões, seus soluços e seus acordes, amantes de tabernas, eternos boêmios, deixam  rastros e canções. Despedem-se da noite no aclarar do dia como névoa da terra a levitar, envoltos em fantasias. Por luares outros que ainda esperam nos sonhos dos menestréis, afinam dos corações as cordas e perfumam as vozes em busca de outro luar que faz demora. Juram em canções amor eterno e diante das moradas se postam enamorados para donzelas debruçadas nas janelas. Ruas tristes lhes acalmam a alma pura de meiguice, encantos e juras eternas. A aldeia  veste nobreza e os hospeda a esperar dessas almas os cânticos dedilhados nas doçuras de cordas afinadas e voz macia... seres encantadores que no peito a dor transportam e concebem.

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