domingo, 18 de dezembro de 2011

A FLOR E O COLIBRI- no tosco tronco de um velho cedro...

No tosco tronco de um velho cedro
vivia feliz a perfumada flor,
por visita tinha colibris brilhantes,
Num vôo dançante, beijando-lhe a boca
roubando o néctar, lhe declarando amor.

A flor já murcha de tanto se dar,
Sentiu-se triste,  tamanha a traição,
Soltou-se do galho já velha e cansada,
Ainda envolvida em sua fragrância,
partiu em busca de outra paixão

Da inculta flor que do galho cai,
pétalas silentes do habitat recuam,
navegam sem rumo, seguem sem norte,
ao sabor da brisa, perfumando as águas,
sobre as ondas azuis elas então flutuam.

Ensandecidos colibris revoam,
Nas pétalas descobrem sua flor amada
Singrando as águas cálidas profundas...
Fingem não ouvir seus chamados loucos,
Seguindo os ventos em direção ao nada.

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