sexta-feira, 16 de setembro de 2011

VELHOTE BOA PRAÇA...Não me quero como aqueles...

   Não me quero como aqueles, arrastando-se trêmulos, esperando a vez; tristonhos e silentes. Não me quero ser adulado por mãos que não me entendam , nem ter hora marcada pra tomar velhos remédios. Nem pensar eu quero nessa irrefreável destinação do homem a morte. Não!...Não quero ser aquele velhinho, pendurado e dependente da vontade alheia, torcendo contra, pondo mingauzinho em minha boca já banguela, trocando minhas fraldas... um caduco para os aplausos dos sádicos.

   Quero sim, uma velhice de histórias pra contar, ser engraçado, namorar, ir ao cinema , comer pipoca, ser diferenciado, malucão, tomar meus porres, dar cambalhota. Ter ao meu lado jovens que me ouçam histórias das infinitudes de minhas fantasias.Quero em meus banhos de lua, mergulhar pelado nas águas de meus riachos lá.....em Monjolos, fazer serenatas e fazer poesias. Ao morrer...para mim nem quero um caixão de bronze e nem de ouro e nem de madeira também eu quero - Que tragam as pressas uma dessas carroças que andam pelas ruas catando papel e levando destroços...pra levar meu corpo e achocalhar meus ossos!...Joguem-me nas borbulhas das águas claras de meu rio "Pardim"

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