quarta-feira, 14 de setembro de 2011

UMA DOR!...doce alma de uma aldeia inerte...

Doce alma de uma aldeia inerte a esperar por uma noite calma de luar. Insossa madrugada, cala-se o violão e um fósforo se acende, de baforadas seguido. Ao poste, sob a luz frouxa , de branco, o homem se encosta. Entre calmas ondas de fumaça ele suspira e ao peito encosta seu doce inseparável amigo, sem do horizonte tirar o seu olhar...e a lua não nasce... o seresteiro entristece.

Cala  triste, em seu peito aberto, o uivo doce  de seus instintos,  retendo- lhe na garganta o seus cânticos tristes, o nó maldito do amargo travo e ...a lua não vem!... Sem luar, sem  seresta, não dorme e a aldeia...de mudez se reveste. Só, com seus sentimentos,  do bolso um lenço ele tira pra chorar. Madrugada chega e o dia amanhece!...

Chora a aldeia o corpo tombado sobre a calçada de terra orvalhada daquele lugar. O homem de branco, das serestas   um doutor, não pode cantar pra lua; o coração não agüenta. Correrias, choros , lamentos...-o poeta se foi!....-Se foi por que?!....-Morreu duma dor! ...Uma dor que destrói?...-Uma dor que corrói...  - morreu por amor!...

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