sexta-feira, 2 de setembro de 2011

NÃO SE VÁ!...o sol raiando,a porta se abrindo, uma brisa...

O sol raiando...
A porta se abrindo,
Uma brisa soprando,

Um jovem sorrindo, um abraço de despedida, a estrada e uma sina a cumprir...compromisso com a vida!...e lá se foi o moço em busca de seu próprio destino nas terras de Tio San. Para trás, em sua vida triste, ficou sua mãe abraçada ao seu velho rosário com contas de cobre e as promessas do filho de voltar para buscá-la; Ela de tudo faria para que ele se acertasse na vida. Ficou só com seus soluços e seus lençóis e sua doce voz silenciou, sem prosas e sem vizinhos. Sua saúde não era de ferro e a idade não ajudava nos serviços ali do sítio, já quase abandonado. Nada mais vibrava por ali, além dos cânticos dos pássaros silvestres. O tempo passou e os anos se foram e nem uma mensagem chegou. A velha com o tempo definhou já cansada de esperar. Seu corpo arqueado exibia apenas seus próprios esforços para se suportar nos movimentos e seus olhos profundos não escondiam a tristeza da ausência, a maldita saudade materna; um filho único e tão distante. Mais alguns anos e a distância parecia cada vez maior. As dores, a solidão, os soluços, o silêncio...

O abandono, o casebre...sombras!...

A volta, o tropel da pressa, a festa dos assobios felizes, a chegada, o susto. Passos lentos e cuidadosos...portas semi abertas,  o vazio e a descoberta de um desnudo e velho esqueleto estendido sobre o leito empoeirado...o vazsio, nada !...

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