quarta-feira, 6 de julho de 2011

MONJOLOS, MINHA ALDEIA ENCANTADA.


Vazia, cálida e insossa noite de verão, debruçava seu frouxo luar sobre as campinas enverdecidas. Lua mansa passeava solta pelo céu macio e por estrelas cortejada. Ouvia-se ao longe os primeiros pialos dos violões em seresta e o boi já não mugia. Uma fala mansa aqui, outra ali, punha em dia os assuntos. De vida pelejada, seu Inácio passeava delicadamente os dedos pelo braço da viola, tão velha e gostosa, a mostrar ao mundo a que veio tão doce e tão dorida. Vozes,  aos poucos, de menestréis se ouviam abrindo janelas, palpitando corações xonados. Essa é a noite de minha florida aldeia...dessas mulheres formosas esfregando roupa nas águas de meu “Pardim”, de meu inculto povo de alma mansa e coração fremente,  que se vai pelos caminhos dos sonhos, levando chumaços de nossos encantos e poesias, levando nossos sorrisos e faceirices, nossas paixões e jeito de amar. Foi ali com essa gente simples que aprendi as minhas primeiras lições de vida.

Respeitar os direitos autorais
Do livro Poeira e Flor vol ll


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