domingo, 31 de julho de 2011

INCERTEZAS... esses nossos momentos de incertezas...

Esses nossos momentos de incertezas, de silencio, sem rumos e aquiescências...de carências... quando os ponteiros disparam e as horas enlouquecem e o coração não segura; Bebemos na taça do tempo, suas regras findas, quebrando pacto, antecipando a hora ...sem o apertar das mãos e os juramentos! A presença desses frouxos olhares de cinza cor, que indica a frágil e amarga sorte...amando lembranças de alguém que como vento se foi....lamentado a vida em que nos doamos...nos entregamos.  O medo do nosso  próprio existir, de nossas próprias verdades...de encarar o velho espelho, de acariciar nossos velhos retratos amarelecidos.  Não seguirmos pelo medo de tropeçarmos, de não chegarmos!...o medo de sorrirmos e nos desencantarmos...de não cantarmos pelo medo de desafinarmos... não amarmos pelo medo do capítulo final!...
do livro Poeira e flor

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