segunda-feira, 6 de junho de 2011

VÉIO BOLIVÁ

Véio Bolivá, assim e carinhosamente todos o chamavam.
Era o pai de Tagiba, Lindalva, Çãozinha, Ubirajara e muitos tantos. Homem firme nas palavra, tinha as fia mais bunita de todo o nosso sertão. Era bão dimais ouvi suas estória de caçada, de jagunçada, das matança pra mode vingá nas ciumera de muié. Tavez pur isso é qui nosso amigo cumpanhero Tagiba, fio do tar, saiu esse home contadô de tantas estória e causo sem uma mentirinha siqué!
Numa daquelas tarde de dumingo, passano em frente sua casa, incontremo com seu Bolivá que vinha sentido contrário do nosso. Nós tava em treis irmão e todos muito forte de saúde e tamanho. O mais véio qui eu, intão era um jumento, de forte que era o bitelão.
Quando o véio viu nóis, logo foi dizeno: Nos tempo di eu mais novo, quando a gente via três home andano junto, já sabia que tava percurano argúem pra matá.- Nóis rimo muito daquela brincadera e logo qui cheguemo em casa fumo conta pru meu pai. Ele como sempre andava com uma resposta na ponta da língua, foi logo abrino a mala de ferramenta; Pois num é qui o véio Bolivá tá cheim é de razão?! Pensano bem, hoje quando a gente vê três caboclo junto, pode chamá a pulícia, pois se sabe qui vai havê um assarto.
Dessa vez não conseguimo ri de sua resposta não sinhô!...Muxoxo e com os rabim no mei das perna, fumo logo percurano o qui fazê.

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