domingo, 5 de junho de 2011

MOMENTOS NO TREM

Momentos no trem, daquelas prosas mansas e espichadas de velhos conhecidos de chapéu na cabeça, entre uma e outra aldeia e entre tantas; prosas de compadre, de amigos sobre tantas coisas do dia a dia na roça distante. Homens de roupa nova, homens de roupa rasgada, mas todos iguais e tão ingênuos e tão dóceis. As preocupações que arrancam o sono do caboclo quando a chuva demora a gotejar nas palhadas de terra fofa e pronta para a semente. Terra no cio, terra pronta, terra lavrada para a fecundação, terra que sente a presença do homem de mãos calejadas, teimosas e livres, mãos abençoadas, suadas e queimadas de sol, terra que agradece.
Homens!... aqueles homens miscigenados, às vezes calados, vezes tagarelas, de cigarro na boca, cigarro de palha, calças de brim cor amarela, às vezes aos sorrisos de boca banguela, de alma pura e vida singela, pessoas que amo e falo por elas.

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