domingo, 5 de junho de 2011

MINHA FÉ

Não há estrada, não há luz. Não há razão pro meu cansaço.
Não há mais tempo, não há passagem, não há viagem...
Um pesadelo, uma dor, um desejo sem cor.
Não há caça, não há fogo, não há fumaça...
Ou há a sorte ou há a morte!
Há o silêncio, há o mistério, há o longe e a
ausência... carência...
Há poeira, não há compasso nem melodia,
 há o instante, o momento,há o dia.
Não há alívio pra dor, não há pudor..
Não há o perto pra que se possa pensar e nem o longe pra que se tente desistir.
Não há rastros e nem sinais, não há retratos pra saudade
Há pedaços de uma história que ficou; resquícios...
Lembranças que precisam ser esquecidas.
Há nos passos uma fé, a certeza do chegar.
Haverá o aqui e o acolá...seja como for,
Saberei onde te encontrar.

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