domingo, 5 de junho de 2011

MEUS CAROS FOLIÕES DE REIS.


MEUS CAROS FOLIÕES DE REIS
homenagem aos foliões de RODEADOR


Barulhentos e engraçados, surgem entre foliões outros. Coloridos e românticos, dançam com fortes batidas os pés no chão e bengalas marcando compassos junto ao rufar de um surdo, carregado por uma bela moça de vestidos floridos e olhar altivo. Em combinação de muitas vozes, ocupam a noite, antes tão calma e vazia. São em muitos, comemorando o Dia de Reis, em visita a todos os habitantes daquela aldeia. Tímidos acordes sonorizam toadas tipicamente da época, saudando os magos e o Filho de Maria, nascido há pouco. Incensos não há, enquanto cada voz representa muito mais, quando as quintas vozes entram já no final das outras e dos versos cantados. Nenhum deles está a brincar e a bandeira se estende e é oferecida ao dono da casa, cerimônia inigualável, enchendo de emoção os olhos daqueles, daqueles anfitriões de rostos felizes.

A todos é servido um café com leite e broa de fubá e dádivas são ofertadas, geralmente algum dinheiro que vai para os cofres da igreja local.

Segue-se a cerimônia, curtos versos de simplicidade, e puros olhares satisfeitos se vão com aqueles que juntos a folia trouxeram românticos os seus pandeiros, violões, acordeão e chocalhos e muita vontade de festejar o dia seis de janeiro, dia de Reis.

Foi-se então aquela gente simples, seguindo sinuosos caminhos de terra amarela em busca de novas visitas e chegadas, novas cantorias e dança típica de meu lugar. Como é belo manter raízes e fantasias. Indescritível amanhecer, topando com aquela gente que em grupo percorre distância, tirando léguas de estrada com pés descalços e muita vontade de fazer o singelo.

do livro poeira e flor vol II

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