domingo, 5 de junho de 2011

CINZAS DERRAMADAS

Se ao despedires, as mãos não me apertares, se no abraço não houver o tal momento e nem pulsar o coração, se dos olhos não derramares o sentimento, se da boca não disseres o eu te amo, então não haverá espera e nem esperança, nem mais flores, nem borboletas pousando em meu jardim. Não terei o verão de sol abençoado e nem chuvas molhando meus caminhos. Nas primaveras não mais lembrarei dos agrestes aromas nas entranhas de minha alma e nem teu corpo moreno colado em meus sentidos, nem do sol a luz que aquece o meu viver. Ficarão de tudo restos abandonados, arrancados de cinzas que restaram de um vulcão passageiro de paixões.

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