domingo, 5 de junho de 2011

CASÓRIO DE CABOCLO

Chegô o dia pru casório do caboclim. Caboclim pulô da cama e si espriguiçô, si coçô das purga e   logo foi mijá atráis do ranchim.Deu otras vontade nele, mais o caboclim sigurô firme; num tinha ali puperto nenhunzinho sabugo de mio prêle limpá os trazero. Cendeu o véio fugão de lenha com os pau dali di perto mesm e cuô di seu jeito o café ralim feito de semente de amargoso com rapadura. Tava feliz, pois sabia qui dali pra frente ia tê uma caboclinha a seu lado só pra mode fazê as coisa prêle. Caboclim gostava mesm era de caçá, caçava di tudo.

Os convidado tava tudim isperano na capela ali pertim mesm no arraiá dos Alto e o caboclim num chegava, dexano a noivinha bem cherosa esperano no artá. Num era um artá de muito luxo não sinhô, era uma mesinha de improviso qui o pade arranjô pur ali mesm.

Caboclim num parecia e a noiva suava. Uma inorme tristeza tumou de conta da caboclinha, mas o danado num parecia. O pade cançado num guentô aquilo e foi simbora muntado no seu jegue miudim levantano puera estrada afora e dexano a noiva lá no artá chorano baixim..

O pade levô um baita susto quando topô com o caboclim na istrada e aproveitô pra dá uma bronca.
  -  O sinhô num vê qui todo mundo já foi simbora e o sinhô aí com toda essa moleza?! Cum essa vagareza toda, o sinhô num vai dá conta nem de tratá da muié!
    - Me decurpa seu pade, mas ieu acho qui pra si fazê um mar negócio num pricisa corrê muito não sinhô!...

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